ACT 2016/2017: Carta AACB a FENTECT

A Associação dos Analistas de Correios do Brasil – AACB é uma sociedade civil sem fins lucrativos e de duração indeterminada, baseada em fortes princípios e que direciona suas atividades em prol do cidadão brasileiro e de seus associados, para o fortalecimento dos Correios (ECT) e do Brasil. Com esse ínterim, encaminhou ao ilustre Secretário Geral da FENTECT, o Sr. José Rivaldo, a Carta AACB 004/2016, em 29 de agosto de 2016.

Nela, de forma a contribuir com a defesa dos direitos do trabalhador e com o crescimento dos Correios, a AABC ratifica a CT/AACB – 003/2016, de 16 de agosto de 2016, encaminhada ao Presidente dos Correios, em que externamos a urgência em se buscar a melhoria dos resultados institucionais apresentados nos últimos meses pela Empresa e ainda propusemos itens de reivindicações para o Acordo Coletivo de Trabalho ACT 2016-2017.

Listamos a seguir os itens reivindicatórios que constam CT/AACB – 003/2016, enquanto proposta para a composição do ACT 2016/2017:

  1. Isonomia de reajuste percentual (mínimo dos anos anteriores), quebrando a prática de aumento fixo, repondo pelo menos a inflação para todos os empregados;
  2. Estabelecimento, em conjunto com a direção da Empresa e com as entidades representativas, de um prazo para as negociações e implantação do Plano de Carreira e Cargos e Salários – PCCS, tendo como parâmetro o Plano em vigência;
  3. Elaboração de uma Política de Retenção de Empregados;
  4. Manutenção dos anuênios;
  5. Correção das distorções das Progressões referentes aos inter níveis;
  6. Aumento do Piso Salarial por NM e NS;
  7. Revisão das remunerações singulares que estão sem reajuste a 3 anos;
  8. Retorno da progressão de cargo por tempo de serviço (reclassificação) ou Cumprimento imediato do PCCS no que diz respeito ao Recrutamento Interno – RI’s, com encarreiramento vertical dentro da mesma área de atuação até chegar à última referência salarial;
  9. Pagamento do abono pecuniário sem as perdas para o trabalhador acarretadas pela Memorando Circular 2316/2016-GPAR/CEGEP;
  10. Pagamento do Adicional de Transferência – AT, no regime de oito anos, sem perdas para o empregado e sem quebras unilaterais de contrato e manutenção do AT para os empregados que foram transferidos dentro do regime de oito anos;
  11. Aumento real do salário inicial de carreira, para o pessoal de nível médio e superior;
  12. Recriação da FAT, como instrumento de Recursos Humanos, com reajuste anual pela inflação ou pela Tabela Salarial, segundo for mais interessante ao empregado;
  13. Aplicar na horizontal as progressões por antiguidades e mérito, principalmente mérito, criando mecanismo justo e sem discriminação, que valorize aos trabalhadores pelo seu desempenho e conhecimentos;
  14. Cumprir a aplicação dos estepes do PCCS de dezembro de 1991, que até hoje não foram aplicados;
  15. Manutenção do vale alimentação e auxílio creche, com as devidas correções de perdas pelo índice de inflação;
  16. Valorização do corpo técnico e operacional, por meio de treinamentos;
  17. Ocupação de funções por pessoal do quadro próprio da Empresa, devidamente concursado e qualificado para o conjunto de atividades que se propõe a gerir ou executar, adotando-se pré-requisitos para as funções, tais como o “Tempo de Experiência Técnica na Área ou afins” e “Tempo de ECT”;
  18. Possibilidade de adoção do horário corrido para a área administrativa;
  19. Pagamento do piso salarial para engenheiros (nove salários mínimos para 40 horas);
  20. Pagamento do Adicional de Responsabilidade Técnica;
  21. Equiparação ao maior valor atual no Diferencial de Mercado, para todos os empregados da área administrativa na Administração Central e nas Diretorias Regionais, e incorporação do diferencial para todos os empregados que já o recebem a mais de dez anos;
  22. Descentralizar os processos e políticas de investimentos para melhorar as condições de trabalho nas Unidades;
  23. Intensificar as medidas de prevenção à Saúde dos trabalhadores;
  24. Investimentos em Programas e Projetos de Integração Empregado x Empresa, buscando qualidade de vida;
  25. Fomentar parcerias com Bancos Públicos ou Cooperativas Habitacionais para buscar linhas de crédito que deem condições aos trabalhadores, para que possam acessar a casa própria;
  26. Ajuste e aperfeiçoamento em nosso Plano de Saúde por necessidade do mercado e legislação que possibilitem a resolução de problemas que acontecem cotidianamente, com descentralização e desoneração de processos de atendimento;
  27. Para Postalis e Postal Saúde, acompanhamento a fundo e fomentação de debates envolvendo a sociedade civil organizada, Correios, Postalis e Postal Saúde, buscando a plena transparência da gestão;
  28. Ocupação dos cargos, sejam os eletivos e sejam os não eletivos, no Postalis mediante pré-requisito curricular aderente ao cargo a ser exercido. Deve haver a profissionalização dos analistas de investimentos.

A AACB agradeceu ao Sr. Secretário Geral e felicitamo-lo pelo trabalho sindical ora realizado, contando, por certo, com o apoio da FENTECT para atendimento do pleito do trabalhador dos Correios.

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