Jailson em Defesa dos Aposentados

Em audiência pública convocada pelo Senador Paulo Paim (PT/RS), através da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado, debateu o déficit de cerca de R$ 16 bilhões do fundo de pensão dos funcionários dos Correios, o Postalis.

Através de uma ação civil pública, impetrada pelo Ministério Público Federal (MPF), com a anuência do Postalis e da Previc cobra do banco BNY Mellon a recuperação de mais de R$ 8 bilhões. O MPF solicita que o banco recompre as cotas de investimento do Postalis pelos mesmos valores informados pelo próprio BNY Mellon e indenize os valores relativos às taxas de administração que o Postalis pagou ao banco de forma indevida.

O MPF também requer ressarcimento por danos morais e afirma que a má gestão do BNY Mellon no Postalis gerou prejuízo aos 130 mil participantes do fundo que está sob intervenção desde outubro de 2017.

Jailson apela ao Senado Federal por uma CPI para o Postalis

Jailson Pereira apelou ao Senado por uma Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI, para averiguar irregularidades e má gestão dos investimentos do Postalis, além de requerer dos seus devedores o ressarcimento devido.

Para Jailson, é nosso dever cuidar dos aposentados e zelar pelos jovens e trabalhadores. Enfatizou que precisamos estar unidos em prol de uma causa que é humanitária.

Interventor não é dono do Postalis, sentencia sindicalista

Já o dirigente sindical Marcos Sant’aguida conclamou que o Senado ajude a melhorar a postura do interventor e lembrou que, ao contrário do que Walter Parente acredita, ele não é dono do Postalis. “Os donos do Postalis são os participantes do fundo de pensão, é o carteiro que anda com a mochila nas costas, no sol ou na chuva e no final das contas só lhe é descontado no contracheque valores altíssimos”, sentenciou. Sant’aguida defende que os trabalhadores precisam ter como retorno um tratamento digno.

O dirigente sindical registrou que o objetivo da representação dos trabalhadores não é criar desgastes, mas participar efetivamente com opiniões e não apenas com a participação financeira descontada no contracheque da categoria. “A redução das cotas do Postalis virou um inferno para os ecetistas, que além disso sofrem um ataque no seu plano de saúde, arrochando ainda mais os já minguados salários”, disse.

Assista ao trecho da Audiência Pública sobre o Postalis no Conselho de Direitos Humanos do Senado:

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